Nesse artigo que escrevi em Fevereiro de 2011, momento ainda de muita reflexão sobre o processo eleitoral de 2010 que passei e as leituras e atividades que vinha e venho desempenhado, fiz uma análise do contraponto entre o livro O Princípe de Maquiavel e outro, da mesma época, escrito por Erasmo e com o título de A Educação do Príncipe Cristão que fala de política e de poder tendo a ética e a moral como base. Leia o artigo na íntegra.

Duas notícias nesta semana, apesar da disparidade dos fatos e da distância no espaço físico, têm na verdade, uma proximidade enorme com a indústria regional.
Nos Estados Unidos, o falecimento de Steve Jobs, cofundador da Apple, trouxe o pesar da perda de um gênio criativo celebrado no mundo todo. Jobs foi mestre ao conceber produtos que mudaram comportamentos e agregaram design e tecnologia aos computadores, tablets, celulares e a setores inteiros, como o de música e de cinema.

O que leva a mídia brasileira a iniciar as reportagens especiais alusivas ao trágico episódio dos atentados do World Trade Center que completam 10 anos no domingo próximo e dar tão pouco espaço às comemorações, manifestações e heróis do nosso 7 de setembro, celebrado nesta quarta-feira?
Fiquei tão "encafifado" com isso e fui ver em que dia caia o 11 de setembro neste ano e para minha surpresa caia no domingo, e por acaso há data melhor para inaugurar reportagens especiais, retrospectivas e cadernos dedicados a um tema específico do que o dia de domingo?
Conversei com amigos jornalistas que me garantiram que a minha observação estava correta, mas dado o interesse global pelo tema e as inúmeras reportagens na mídia estrangeira, principalmente americana, e a apropriação deste material por inúmeros noticiosos web acaba gerando temor nos editores no Brasil que passam a assumir uma postura defensiva do ponto de vista da concorrência e antecipam a cobertura sobre os 10 anos da tragédia.

Dia desses, ao meditar me deparei pensando sobre o que eu posso fazer pela paz mundial.
Alguns acham que guerra é apenas notícia internacional, afinal de contas, e graças à Deus, sempre ouvimos sobre as guerras acontecendo no exterior. 2ª Guerra Mundial, guerras do Vietnã, do Golfo, do Iraque e do Afeganistão e obviamente a constante luta no Oriente Médio.
Pois bem, é aqui no Brasil que vivemos uma guerra silenciosa. Vivemos sob a opressão da violência urbana, do crime organizado e do tráfico de drogas. No entanto, a mais cruel e que mais mata é a guerra no trânsito no Brasil. Nesse país se morre mais por ano no trânsito, do que em todos os anos da guerra do Afeganistão.
Agora, acima de tudo, temos a "guerra do jeitinho", onde alguns, para obter vantagens sobre os outros, ultrapassam os limites da ética e da justiça, seja sonegando impostos, desviando dinheiro público, ou qualquer outro desvio de conduta. Aqui está a origem de todas as nossas guerras, ou seja, a guerra interna de valores morais, ou a guerra com a consciência.

A maioria de nós passa a vida "correndo atrás do prejuízo", tal qual diz o ditado popular. Mesmo aqueles que não estão em nenhum tipo de "prejuízo" normalmente estão correndo atrás de algo que julgam ser importante ou necessário para sua felicidade.
Seja no acumulo financeiro, no espaço político, nas pequenas conquistas de poder no trabalho, na família ou em grupos sociais, sempre estamos em busca de algo porvir, engendrados em uma busca constante por coisas vazias de significado.
Demorei muito tempo para entender algumas coisas, que hoje julgo, são de fato importantes. Hoje, muito pouco mesmo do que eu acreditava ser importante continua tendo alguma importância, mas em escala de prioridade bem menor do que outrora.